Eu tenho um problema. Toda vez que eu penso em escrever sobre o Ano Novo, imediatamente eu penso no que escrevi em dezembro de 2003 e reproduzi no ano passado, assim como quando penso em uma mensagem sempre é aquele texto do Drummond que também está por lá.

Isso é muito chato, parece que eu não tenho imaginação, mas pra mim, ano novo é justamente o que está ali. Recomeçar.

Clique para ver os créditos!

Olhemos então, através da janela aberta e vejamos quantas oportunidades, quantos sonhos a realizar e quanta esperança chegam com o Novo Ano!

Feliz 2009!

*Pagando a dívida*

Nem acredito que finalmente estou escrevendo o post do aniversário da Isa!!! Vou conseguir terminar o ano sem esse “peso” nas minhas costas….

A festa foi muito gostosa, apesar de beeeem menor do que a do ano passado. Isadora se divertiu muitoooo, brincou até com a criançada, inclusive com as amigas Ana Júlia e Clara da escola.

Enfim, uma verdadeira festa de criança. Aliás, senti como se fosse a primeira. Até então, a festa era minha e do Marido e pela primeira vez, foi da Isa….;)

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Bom, os créditos da festa, como sempre…;)

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Esse ano, fizemos a festa no buffet Festa na Floresta, mais simples que o dos anos anteriores, mas com um atendimento maravilhoso (a Rose, que é dona, é um amor e os monitores super pacientes e atenciosos), salgados deliciosos e bolo da Senzala, uma das melhores docerias de Campinas.

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A decoração mais uma vez ficou por conta da Decorei, aliás, sempre que fecho com o buffet, a primeira pergunta é: vocês trabalham com a Decorei?

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Como eu não tinha idéia do que usar como arranjo de mesa, mais uma vez o bom e velho Ceasa me salvou, com os girassóis e cachepôs….

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As lembrancinhas foram feitas pela minha querida Chrys… os chaveirinhos dos Backyardigans fizeram o maior sucesso! Ela aceita encomendas, viu?

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Já as lembrancinhas das crianças ficou por conta da Ballon Kids, esses baldinhos de praia super fofos. Eles vendem pelo site.

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E as fotos, como sempre, foram feitas pelo pessoal da S-Imagem, desta vez pela fofa da Tati.

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Por fim, antes tarde do que nunca, nosso muito obrigado àqueles que foram lá se divertir com a gente…;)

*Nova paixão*

Depois de uma viagem maravilhosa, um Natal sem muitas novidades, exceto, claro, Papai Noel ter passado em casa, comido o lanche que Isadora e eu preparamos e ter deixado o tal do computador da Barbie que ela tanto queria, consegui arrastar Marido Antonio para o cinema hoje.

Sim, porque Marido odeia cinema. Pois é. Coisas do Marido. Mas foi de boa vontade, assistir Crepúsculo comigo. Aliás, abre parênteses pra eu comentar sobre a história.

Quando a Milena começou a falar do livro, que tinha achado um quase-substituto para o Harry Potter, olhei pra ela com cara de “oi, ficou doida?” e perguntei se ela sabia o tamanho da heresia que ela tinha falado. Aí ela começou a resumir a história: menina, que se apaixona por vampiro e whiskassache….

Confesso que não me empolgou. Principalmente porque quando se fala em vampiro, imediatamente vem à minha cabeça Drácula de Bram Stocker, um monstro horroroso, aquela sangueira toda, aquela noiva com a cabeça cortada esguichandoooo sangueeee e diaaas de pesadelo por conta disso…. ou seja, nada muito animador.

Mas, eu adoro ler na praia. Na verdade, eu adoro ler. A qualquer hora, em qualquer lugar. Mas na praia, se eu não levo nenhum livro, fico inquieta. Então pedi emprestado o tal do Crepúsculo pra levar pra Arraial. Se eu gostei? Terminei o livro em 4 dias. Não conseguia parar, estivesse na praia ou não.

Marido se comoveu com a minha nova paixão e conseguiu, por milagre achar a continuação, Lua Nova, na véspera de Natal, pra me surpreender (ele achou, Mi!!!!), e hoje foi comigo ao cinema ver a versão filmada.

Ok, não é 100% fiel, mas filme nenhum é. Cheguei e olhei aquele cinema com sei lá, uma dúzia de pessoas e não me contive: “Ahhhh, é assim que é cinema em dia que não é estréia de Harry Potter?”….

Bom, adorei o filme (aliás, o Edward é o Cedrico do HP e CdF), só achei que o menino podia ser um pouquinho menos depressivo, eu sempre imaginei ele mais alegrinho (se você assistir sem ler o livro, preste atenção nos olhos dele) e que podiam ter maneirado no pó facial dele (tá, o personagem é branco como mármore, mas ainda acho que exageraram na maquiagem)…. enfim, não dá pra substituir, mas é um ótimo consolo para os órfãos da JK, com uma história e personagens que fogem completamente ao estereótipo do vampiro sanguinário, com os caninos enormes, que dorme em caixões e vira pó ao sol.

Estou apaixonada pela história de Edward e Bella, na metade do segundo livro e contando os dias para o lançamento do próximo, Eclipse, no meio de janeiro….

Pra terminar, as fotos lá de Arraial, e a promessa de antes do final do ano aparecer aqui com as fotos do aniversário da Isa… yay!!!!

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*Natal… feliz*

Teve uma época da minha vida em que eu esperava pelo Natal com tanta ansiedade que até doía. Eu preferia o Natal até ao meu aniversário, e não era só pelos presentes não. Era uma época realmente mágica pra mim.

Eu adorava as cores, o clima, o cheiro do Natal… Esse sentimento se tornou definitivo quando eu tinha 5 anos de idade.

Estava usando um vestido de tricô azul turquesa, que a minha mãe fez na moderníssima máquina de tricô dela, a casa cheia de gente, a ceia na mesa….

Às 23hrs, meu pai veio me falar que teve um problema na empresa, e tinha que ir resolver, mas voltava logo. Eu estava com sono e acabei dormindo.

Fui acordada pelo Papai Noel com um saco de brinquedos pra mim e pra todas as crianças da festa. Fiz um monte de perguntas pra ele, mas ele só respondia sim e não com a cabeça, acho que estava rouco.

Daí ele foi embora e eu fui brincar com os presentes. Quando o meu pai chegou, fui correndo contar pra ele o que tinha acontecido! Que pena que ele não tinha visto o Papai Noel!

Esse foi o Natal inesquecível da minha vida e choro toda vez que lembro, pq o “papai noel” dessa história não pode passar mais com a gente nenhum Natal.

Tento manter a magia da data pela Isadora, porque realmente desejo, do fundo do meu coração, que ela tenha lembranças tão felizes dos Natais de sua infância como eu.

Mas não posso deixar de pensar como odeio Natal. Não. Odeio que o meu pai tenha morrido.

Só que vocês não tem nada a ver com as minhas reminiscências depressivas. Então, nossos desejos de fim de ano:

*Tão chato*

Por aqui….

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Não quero voltar pra casa. afff

*Pois bem, cheguei…*

Quero ficar bem à vontade
Na verdade, eu sou assim
Descobridor dos sete mares
Navegar eu quero…

Plagiando a música do Lulu, estamos agora bem à vontade, onde o sol passa o inverno….

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Teoricamente voltamos dia 22… mas eu queria passar não só o Natal, mas também o Ano Novo, o Carnaval e o meu aniversário por lá… hehe

Pois é… bom, de qualquer forma, até a volta!

*The big day!*

Finalmente chegou o grande dia! Isadora dama-de-honra!!! hehe

Depois de se comportar como uma lady no cabelereiro para fazer os cachinhos, demonstrou uma paciência de Jó até sua entrada triunfal. Quer dizer, não tanto assim, afinal o padre nunca mais parava de falar, e ela já estava reclamando que a tiara tava doendo, o vestido incomodando, que tava com sono…. dsca

Mas finalmente o momento mais esperado do dia (pelo menos pra mim e pro pai dela) chegou!!!

Sorrindo o tempo todo, caminhou até o altar e entregou aos noivos a aliança. Depois sentou no degrau do lado e ficou lá assistindo o casamento e na saída saiu de mãos dadas com a mãe do noivo. E ainda esperou com pétalas de rosa nas mãos para jogar nos noivos. Uma verdadeira dama profissional.

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(mãe limpando a baba)

Apêndice: Uma vez, como Scarlet O´hara, que jurou nunca mais passar fome, eu jurei nunca mais usar balonê.

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Bem que dizem pra não cuspir pra cima. afff

“Olá!
Tudo bem, Papai Noel?

Meu nome é Tayzi tenho 3 anos e queria pedir um presente se fosse possível.
Queria ganhar nesse Natal uma boneca pra mim brincar com as minhas amiguinhas.
E se fosse possível, também queria pedir uma cesta de Natal.
Porque aqui em casa as coisas estão meio difíceis porque meu papai faleceu e minha mãe tem que assumir todas as responsabilidades.
Mais se não for possível não tem problema não porque eu sei como é difícil atender a vários pedidos.
A mamãe que está escrevendo essa carta tá bom, porque eu sou muito pequinininha.

Beijos, fica com Deus e Boas Festas,

Tayzi”

Essa é uma das milhares de cartinhas que os Correios recebem, endereçadas ao Papai Noel. E pelo menos, nesse ano, a Tayzi vai ter seus desejos atendidos, porque Papai e Mamãe Noel, com a ajuda de uma elfinha espoleta já providenciaram tudo….

Se você quiser agradecer as bençãos que recebeu, realize o pedido de uma criança… dê uma passadinha nos correios e adote uma cartinha. Custa pouco pra gente, mas vale muito pra quem recebe…. você pode estar germinando esperança para quem não a tem mais…

“Passamos por 3 fases na vida: a primeira, quando acreditamos em Papai Noel; a segunda, quando deixamos de acreditar e a terceira quando nos tornamos o Bom Velhinho”(desconhecido)

*O porco*

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de convivência comigo sabe que quando o assunto é animal, eu viro bicho (trocadilho infame).

Já protestei na Paulista pelo direito dos animais, enviei cartas de protesto pro mundo todo (incluindo o Iraque), fui voluntária do extinto GAAR (Grupo de Apoio aos Animais de Rua), e ainda hoje, sou fiel colaboradora da AAAC (Associação dos Amigos dos Animais de Campinas).

Antes de engravidar da Isa, fui pseudo-vegetariana (só comia ovo, leite e peixe), vivia à base de hamburguer, salsicha e nuggets de soja. Voltei a comer carne por causa da falta de estudo do impacto da soja transgênica no feto e blábláblá…

Aliás, eu tenho que contar que pra mim, a carne vem de um lugar mágico e feliz. Imagino que exista uma jardim com árvores de bife e que as coxas de frango nasçam rentes ao chão, como abóboras silvestres. Se passar pela minha cabeça que carne = animal, esqueça que eu não como.

Esse meu trauma vem de longa data. Me lembro de uma feliz noite de Natal, em que a minha mãe fez uma leitoa. E eu fiquei ali, olhando praquele bicho em cima da mesa, os dentinhos na boquinha semi aberta, as orelhinhas penduradas, e pensando, na minha ingenuidade dos 5 anos, o quão grotesco e cruel era aquilo. Fiquei 25 anos sem comer carne de porco. Maldito paladar gravídico, que me fez experimentar novamente a carne suína….

Anyway… Marido obviamente sabe de tudo isso, depois de longos 19 anos comigo. E eis que eu ouço ele ao telefone na sexta passada:

- É. Amanhã eu vou lá escolher e mandar matar o porquinho….

Oi? Como assim, escolher e mandar matar? Eu entendi bem?

- Escuta, só pra ter certeza…. você não vai mandar matar um porco pro Natal né?
- Vou.
- Não vai.
- Vou. Eu to com vontade de comer porco.
- Então vai no açougue e compra 10 kg de porco e coma até ter intoxicação alimentar. Ou vai numa churrascaria e se entope. Mas você não vai assassinar um porco!
- Mas eu não vou matar, vou mandar.
- É a mesma coisa. O dolo é o mesmo. Segundo o budismo, isso é um karma terrível e você vai nascer porco na próxima reencarnação!
- (…)
- Se você quiser trazer o porco vivo, a gente cria ele, igual aquela menina daquele filme (Grande Menina, Pequena Mulher), mas ninguém vai matar o porco.
- Por que?????
- Porque isso é coisa de bárbaro romano. Eu não entendo que graça tem assar o porco e colocar o coitado na mesa, pra ficar olhando pra mim. Você quer que eu vomite na ceia de Natal?
- Ai que exagero!
- Exagero nada. Você não lembra do ano passado (que a minha sogra teve a brilhante idéia de fazer uma leitoa e espetar um garfo nas costas dela e eu fui comer sozinha na beira da piscina, bem longe da mesa)?
- (…)

Duas horas sem conversar com ele.

- Mas eu não posso comer porco?
- Pode. Bem longe de mim.
- Mas….
- Mas você decide. Ou eu ou o porco. Se o porco entrar na noite de natal, eu saio, venho embora pra casa e fico dormindo.

Sábado ele chega e diz:

- Bruxa é f$#@.
- É sobre a minha pessoa?
- Não tinha porco de 12 kg, só de 25, então não peguei.

E que se lembre que nessa data eu salvei a vida de um porco.

Pig power.

*Faltam 10 dias!*

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Endora é um alterego internético, nascido nos idos de 2002. O alterego cresceu, tomou vida própria (que se confunde com a do ego), criou esse blog em 2003, e não consegue mais viver sem ele.

Isadora É minha dádiva de Ísis, como o próprio significado do nome já diz. É o meu presente dos Céus, minha razão de viver.

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