Todo mundo esperando o post da festa, mas ainda não é esse. Infelizmente, eu não sou um espírito superior que leva pra casa desaforos, de cabeça erguida, apenas com um olhar de desprezo. Se assim fosse, provavelmente devogada não seria.
Então, acho que todo blogueiro já passou pela situação de ter alguém pentelhando, falando abobrinhas, enchendo o saco. E em 5 anos aqui, comigo não é diferente.
Dessa vez, um povo dessa comunidade do Orkut se sentiu no direito de postar o link de uma postagem minha por lá, obviamente para criar polêmica (como eu sei? Apesar de ser burra o suficiente pra ter filhos, consigo rastrear quem chega aqui, assim como saber a localidade onde a pessoa mora e o seu IP).
Recebi um monte de comentários (que não foram aprovados, simplesmente porque o blog é meu e eu faço o que eu quero) falando besteiras. Sim. Porque eu sou uma doméstica com 5 filhos para criar sozinha, porque tá certo hotel não aceitar criança, porque são todas insuportáveis e com a minha filha não é diferente e blábláblá….zzzzzzz
Um único comentário era coerente e expressava a opinião e a opção da pessoa em não ter filhos, os outros, todos preconceituosos e intolerantes com o pensamento alheio, desprovidos de fundamentação lógica, e pior, ofensivos. Aqueles do tipo de gente que proclama eu estou certo, o planeta é que está errado, sabe?
Bom, o fato é bem simples. Sou linda, loira e japonesa, pheena, inteligente, adulta e feliz e modesta , sou uma profissional bem sucedida, meu casamento vai muito bem obrigada (assim como ela, ela, ela e ela entre tantas outras – surprise! Quanta gente assim tem filhos!) e ponto final .
Tenho uma filha linda, com muito orgulho e por opção (já que tive que fazer ICSI para tê-la – o pessoal superdotado da comunidade deve saber o que significa, já que eu sei e, por ter filhos, sou menos inteligente – e aparentemente, além de ser acerebrada, também não posso ter pós graduação, nem um bom carro, nem aproveitar a vida, vejam só! Devo ficar condenada à uma vidinha medíocre entre fraldas, carrinhos de bebê e cheirando a leite – pausa pra eu ilustrar a cena que estou imaginando: um quarto escuro, mofado, e eu láááá no fundo toda esfarrapada, com um carrinho de bebê do lado, segurando uma trouxa de fraldas sujas – despausa).
Hum. Pena que não me avisaram antes que a minha condição de reprodutora (aliás, deixa eu ressaltar que prefiro parideira a reprodutora. Só para constar) seria incompatível com a vida que tenho.
Então, como diria algum sábio televisivo que eu não lembro quem, a vida é minha, o pobrema é meu. E ainda que eu fosse a tal doméstica com 5 filhos pra criar sozinha, o problema continuaria sendo meu.
Destarte Assim, eu não crio nenhum fake pra ir na tal comunidade encher o saco de ninguém. Então, por favor, não invada meu blog pra mostrar sua intolerância com pessoas que não partilham da sua forma de pensar, e de preferência, use seu bom senso acima da média para algo útil e solicite à mente privilegiada que postou meu link por lá, que faça a gentileza de deletá-lo, pois o seu direito termina onde começa o meu (célebre frase do meu pai, que nunca esqueci e procuro pô-la em prática sempre).
Você não quer ter filhos? Good for you! Have a nice life, and leave me alone!
Ah sim, o nome é Pumpkin Juice. P-U-M-P-K-I-N. Aparentemente também, algumas mentes, brilhantes por não terem filhos, padecem de dificuldade de copiar palavras. Ou de conseguir apertar teclas simultaneamente e dar um ctrl+c – ctrl+v.