*Diário de bordo – Monte Verde*

Tudo bem que estamos em março e eu vou *começar* a postar sobre as férias de dezembro/janeiro. Acontece. Frequentemente, no meu caso…

Tá, chega de churumelas, e bóra pra primeira parte…

Bom, em julho, eu reservei uma pousada em Monte Verde, pra eu, o Marido e a Isa passarmos meu o fim de semana do meu aniversário (que foi dia 26 de agosto, uma sexta). Daí minha mãe resolveu cair dia 11 de agosto e não pudemos ir.

Remarquei pra dia 20 de outubro, e a escola da Isa resolveu marcar Festival de Ginástica. Remarquei pra 19 de novembro, e, adivinhe? A escola resolveu marcar outro Festival de Ginástica. Pois é.

Já estava quase desistindo, Marido deu a idéia: marca logo depois do Natal, durante a semana, vamos estar de férias. Marquei. E incrivelmente, deu certo.

E lá fomos nós para a bucólica Monte Verde. Já subindo a serra, sentimos a temperatura cair de 24 para 18 graus. Sim, em pleno verão.


O termômetro do carro assim que chegamos à Monte Verde

Nos hospedamos na Pousada das Hortênsias, um local pequeno, aconchegante, muito limpo e organizado, com um café da manhã delicioso, gansos, e esquilinhos que desciam das árvores para pegar amendoim na nossa mão (quando queriam, claro).


Da janela do nosso quarto

Deixamos as coisas na pousada e fomos para o centrinho (que na verdade é uma rua de comércio e restaurantes e 2 ou 3 travessas). Demos umas voltas, reservamos um passeio de Land Rover pro dia seguinte e terminamos o dia na Cervejaria Fritz, experimentando chopp artesanal e saboreando comidas alemãs.


Clima europeu em pleno 26 de dezembro

Assim que deu umas 7 horas da noite, a temperatura caiu absurdamente, uma névoa branca e uma garoa começaram (comecei a pensar, que mês é hoje???), e voltamos para pousada, tomamos um banho quente, acendemos a lareira, Marido vendo TV, eu lendo e Isa brincando.


Acredite, PRECISAMOS acender a lareira!

No dia seguinte, acordamos tarde (adorei isso de não ter que acordar cedo pra fazer 3951 coisas), tomamos um café da manhã típico mineiro, e fomos fazer o passeio de jipe, conhecendo as pousadas mais bonitas, as criações de carpas, o aeroporto (oi?), parando aqui e ali pra alimentar esquilos, vimos a “casa da Barbie”, que na verdade é a casa do dono de um dos hotéis da cidade, e que, realmente, parece uma mansão de bonecas.

Ao final do passeio a surpresa: para ir à tal da Pedra Redonda, tem que fazer trilha. Trilha? Eu? E o balão de oxigênio, o desfibrilador, o helicóptero do Resgate? As pessoas preocupadas se a Isa ia aguentar. Sim, Isadora aguentou, feliz da vida, meia hora de caminhada no meio do mato. Já eu, não posso falar o mesmo.

Enfim, depois da experiência de quase-morte que foi a escalada (exagerada, eu?), descemos e fomos comer num restaurante na rua principal (não lembro o nome, me apedrejem), onde comemos risoto e picanha.

À noite, mesmo esquema do dia anterior. Frio, frio, frio. Lareira e cama.

No último dia, almoço bem servido e delicioso no Restaurante Pucci, e fomos às compras: queijos, doces, pingas (de jabuticaba, banana), pimentas, compotas e voltamos bóra pra casa.

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O que eu achei?

Monte Verde é um distrito de Camanducaia e essa cidade, pelo que percebi, investe muito pouco lá. A estrada que liga os dois locais só foi asfaltada inteiramente muito recentemente e as ruas de Monte Verde são todas de terra, e alguns lugares é impossível ir sem 4X4.

Mesmo assim, é um lugar aconchegante, onde se é bem recepcionado e se come muito bem.

Segundo o guia do passeio de jipe, não é bom ir na alta temporada (junho/julho), pois fica completamente lotada, não se consegue comer direito, nem fazer passeios. O ideal é ir fora de temporada, quando a cidade é mais vazia.

E nem se preocupe que não vai ter graça no verão, porque lá não faz mais que 25 graus (não chegou a isso nos dias em que estivemos lá).

Mas também, vamos ser honestos, não é lugar para se passar uma semana, porque não há muito que se fazer (a não ser que você seja fã de ecoturismo que não é o meu caso), pois há vários lugares para se visitar.

Como sempre, o que me chamou a atenção é o número de cachorros na rua, grande parte, comunitários. Sociáveis e carinhosos, eu e Isa fizemos amizade com alguns (óbvio)…

Então é isso. Logo (?) eu posto a segunda parte das férias, em Angra.

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