*Diário de Bordo – Buenos Aires*

Desculpem, compatriotas, mas quem sabe fazer churrasco de verdade são Los Hermanos.

Então, num outro post, eu comentei que queria poder decidir viajar e pronto, ir, sem precisar ficar planejando.

Daí que perguntei pro Marido se ele não queria me dar de presente de aniversário (que foi dia 26 de agosto) uma viagem pra Buenos Aires. E pra minha total incredibilidade, ele disse sim!

Oi? Deixa eu correr, antes que ele mude de ideia! Lá fui eu reservar voo e hotel e o resto… bom, o resto eu fui pesquisar porque né? Pacote é para os fracos… ahahaha.

Passagem e hotel reservados, peguei dicas valiosíssimas no Viaje na Viagem e montei meu roteiro. Claro que algumas coisas funcionaram e outras não.

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Viajamos na sexta, dia 24, e logo na escala em Curitiba já tivemos um problema técnico com a Gol: o avião estava muito cheio e precisavam que OITO pessoas desembarcassem, sob pena (oi?) de cancelamento do voo. Junte-se a isso eu estar sentada na frente de um rinoceronte e imagine a minha felicidade, alegria e contentamento (só que ao contrário).

Marido pessoa viajada, diferente da minha pessoa falou que era pra relaxar que resolvia. E eu lá, tendo um surto histérico, pensando em processos, em dar escândalo (porque eu sou pheena, só que não).

Enfim, 8 pessoas resolveram colaborar e descer do avião, e finalmente decolamos. Com duas horas de atraso.

Chegamos no Aeroporto de Ezeiza, e claro, passadinha rápida no Freeshop, e falta de várias marcas que esperava encontrar (e uma pobreza até de Victoria’s Secret – sim, eu ainda uso, me apedrejem), mas tudo bem, ainda tinha a volta.

Marido já tinha confirmado o traslado com o Marcelo Bautista por email (mais uma dica valiosa que consegui nos comentários do Viagem), e lá estava o funcionário dele nos esperando, mesmo com o atraso.

Finalmente chegamos no Bys Palermo Hotel (que eu super recomendo, hotel excelente, equipe mega atenciosa, absolutamente nada a reclamar!), desfizemos a mala, tomamos banho e achamos que íamos jantar no La Cabrera.

Pegamos um táxi (lá se usa muito táxi, e a média por corrida é de 25 pesos) que nos levou ao hotel (anotei em todos os endereços como falar ao taxista – mais uma dica do Viagem – por exemplo, Cabrera y Thames, para facilitar a localização.

Chegamos super cedo, em torno de 19:30hs e surpresa! Só com reserva. Fuém.

Demos umas voltas por Palermo para fazer hora, até às 20:30hs (horário em que as mesas começavam a ser liberadas) e conseguimos uma mesa externa (mas com calefação), e fomos recebidos com ponchos, um espumante cortesia e um vale de 40% de desconto para a próxima refeição, por causa do “transtorno” (que honestamente, nem foi tanto assim…).

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Bom, aí eu descobri que nós, brasileiros, ACHAMOS que sabemos fazer churrasco. Só isso que eu digo.

Esqueci de falar que essa foi a primeira viagem que fizemos sem a Isa. Porque né? Eu sou mãe canguru. Daí que a cada meia hora eu começava a chorar e falava que tava com saudade dela (apesar do Marido não entender, já que, segundo ele, a gente briga que nem cão e gato) e no dia seguinte TIVEMOS que ir até a Barbie Store para comprar presentes para ela…

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A loja é linda, tem camarim, casinha, cupcakeria, mas os preços são BEM salgados. Compramos um tênis, uma bolsinha, uma Barbie Veterinária e uma tiara e o Marido quase infartou.

Voltamos para o hotel para deixar as Barbie-compras e Marido pessoa pró ativa foi pegar instruções com o pessoal da recepção de como andar de metrô, onde ficam as coisas, e lá fomos nós.

Nesse dia eu andei, pelamordedeus!

Andamos uns 4 quarteirões, pegamos o metrô e fomos parar no Centro, andamos um pouquinho e sem querer… olha lá a Casa Rosada!

Visitamos os pontos turísticos por ali (não fomos na famosa Calle Florida nem no Obelisco porque a preguiça foi maior que o interesse), tiramos foto com Evita e Che e fomos procurar o ônibus do City Tour.

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Como o próximo ônibus saía somente às 15:20hs (o passeio dura, em média 3 horas) e já tínhamos reservado o show de tango para a noite, decidimos fazer um semi city tour por nós mesmos no sábado e domingo.

OAB Argentina!

Finalmente, subimos a Avenida de Mayo para ir onde eu realmente queria: o Cafe Tortoni!

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É um lugar maravilhoso, fundado em 1835, que é parada obrigatória pra quem vai pra Buenos Aires, na minha opinião, nem que seja apenas para conhecer o lugar! Acabamos por almoçar por lá, vinho, ojo de bife e o melhor tiramisù que comi na minha vida.

De lá fomos dar uma volta em Palermo, um lugar muitoooo legal, com ruas e lojas lindas, várias feiras, cafés, muito gostoso!

Olha o nome da loja!!

À noite, fomos jantar no Tango Madero um frio desgraçado, e eu que resolvi ir de vestido pra ser pheena quase morri um espetáculo lindo (as fotos estão ruins porque são “clandestinas”), que vale a pena ver (segundo o Marido ir à Buenos Aires e não ir a um show de tango é a mesma coisa que ir pra Alemanha e não tomar cerveja. Então tá.)!

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No domingo, a prova de como é bom não viajar empacotado: chegamos mega tarde, sem contar o cansaço de andar pra cima e pra baixo do dia anterior, então acordei mais de 10hs (e ainda consegui pegar o café da manhã), aí decidimos visitar La Boca e o famoso Caminito e fazer todo o “tour” pra só voltar à noite para o hotel.

Tivemos como “guia” uma senhorinha taxista que foi nos contando tudo sobre tudo que tinha no caminho, nos dando dicas, um amor, coisas que só conseguimos na sorte mesmo…;)

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Como disse o pessoal do Viagem, o bom do Caminito é que você vai e não precisa mais voltar, eeeee!!! É que nem o Pelourinho: é legal conhecer, mas não voltaria.

Tivemos um pequeno problema de percurso (esquecemos o dinheiro no cofre do hotel, só isso), e acabamos voltando pro hotel (e depois Marido não quis voltar pra conhecer o estádio do Boca), e passadinha no Abasto Shopping, rumamos para Porto Madero, um dos melhores lugares de Buenos Aires que conheci.

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Almoçamos no Cabaña Villegas, bife de chourizo, vinho delicioso, e depois fomos para o cassino, onde joguei Black Jack e fiquei ryka ganhei 162,50 pesos (fotos internas “clandestinas” também).

Abre parênteses pro Marido conversando com o Nilo via rádio no show de tango, no almoço, super adequado. Morra, Nextel. Fecha parênteses.

De lá, rumamos para a Recoleta, visitar a Faculdade de Direito (ah, vá?!) e imediações…

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O mais perto que chegamos do túmulo de Evita, deuzolivre, até aparece que eu ia visitar cemitério (se fosse empacotada eu ia ter que ir, afe!):

Ao invés desse passeio super agradável (só que não), fomos pro Hard Rock Cafe. Claro que adorei né?

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To eu lá, sentada, olhando pras paredes e de repente eu leio a placa embaixo de um violão: Ri-chie-Sam-bo-OOOOOOORAAAAAAAA!!! Uma parede inteira do Bon Jovi, imagina se eu quase não tive um treco?

Fomos super bem atendidos, chopp gelado, nachos incríveis (que pedimos de gula, porque não aguentávamos mais comer!), e compramos camiseta e moletom porque a gente é pobre e traz esse tipo de lembrança de lugares chiques.

Chegamos no hotel e Isadora estava bravíssima, tinha deixado mensagem no Skype, onde a gente estava, porque a gente não estava “aoline”, que a gente não estava atendendo…. pois é.

Esperando Isadora ligar.

Segunda-feira, dia de partir, café da manhã, e pontualmente o pessoal do Marcelo Bautista (Marido tinha confirmado o traslado com ele por email um dia antes) apareceu para nos pegar no hotel.

Chegando no aeroporto, almoço no Mc Donalds (que não tem nada de diferente daqui, decepcionei), e finalmente o freeshop!

Daí, foi a vez do Santander aprontar uma ótima. Só que não. Na hora de passar as compras, tivemos QUATRO cartões recusados, mesmo todos tendo limite e estando liberados para uso no exterior. Tivemos que deixar todas as compras lá, por causa do horário.=(

Chegando em Curitiba, consegui ligar na central porque barraqueira que sou, precisava ligar, e a resposta da atendente: “tivemos uma instabilidade momentânea com as compras internacionais, que já foi regularizada”. Não aguentei e perguntei: “tá, e agora que eu já estou no Brasil, eu pego um avião de volta pra Argentina só pra comprar minhas coisas de novo?”. Mega fail do Santander.

O que eu achei?

Eu AMEI Buenos Aires. Demos MUITA sorte (no meu ponto de vista), porque a temperatura média dos dias em que estivemos lá foi de 10 graus, o que eu achei fantástico. Acho que não seria a mesma coisa se estivesse calor.

Confesso que, antes de ir, estava com medo, vou ser sincera. Muita gente falando dos taxistas enganadores, notas falsas, ladrões de bolsas e carteiras, e blablabla wiskas sache.

Não sei se foi sorte de primeira vez, mas andamos à pé, de táxi e metrô e não tivemos NENHUM problema. Pelo contrário, todo mundo muito amável, solícito e simpático.

Buenos Aires é linda, tem problemas como toda metrópole, mas nada que a desabone por isso, e pretendemos voltar, contrariando o consenso geral de que “um final de semana é mais do que suficiente para conhecer a cidade”.

Um final de semana é suficiente pra conhecer os pontos turísticos básicos. Não para conhecer e aproveitar a cidade como se deve. O legal de Buenos Aires é fora do eixo Casa Rosada-Calle Florida-Boca-Caminito-Cemitério da Recoleta.

Buenos Aires é uma cidade cheia de lugares legais, restaurantes maravilhosos, cafés deliciosos. Aliás, repito, é um lugar onde se come MUITO BEM e churrrasco de verdade, podem me crucificar, é verdade. Um lugar que vale a pena voltar.

Resumindo: eu acho que foi o melhor aniversário que já tive!!:)

PS 1 – lá todo mundo tem cachorro, todo mundo anda com cachorro, e tem, inclusive “passeadores” de cachorros, óin… pena que não consegui tirar foto, mas não tem cachorro abandonado (pelo menos não vi)

PS 2 – morri de rir com aspirantes a it girls, aquelas que lêem os blogs que a Blogueira Shame gonga, e suas Louis Vuitton falsificadas, se achando nazeropa…. ahahahah

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